Lindíssimo!
quarta-feira, 28 de março de 2007
Portugueses que querem ser espanhóis e fazer parte da IBERIA
Bizarro, tantos anos de nacionalismo e agora o desejo de unir-se a "Castela"!!!
domingo, 25 de março de 2007
sábado, 24 de março de 2007
quinta-feira, 22 de março de 2007
domingo, 18 de março de 2007
quarta-feira, 14 de março de 2007
domingo, 11 de março de 2007
A chegada dos colonos lusitanos ao Brasil.
Excelente série brasileira que nos mostra a vida dos primeiros portugueses no Brasil.
Curiosidades sobre a Língua Portuguesa: O Idioma Português no Sri Lanka III Parte (Os cafrinhas)


Na última parte deste trabalho gostaria de vos falar sobre os "Cafrinhas" e a sua importância para o português crioulo falado no Sri Lanka.
Os "Cafrinhas" ou os "Kaffirs", como sao chamados pelos ingleses são os descendentes dos escravos negros trazidos de África para o Sri Lanka pelos portugueses. Muitas destas escravas traziam nos seus "ventres" ("fruto de amores ilícitos") criaturas engendradas pelos homens portugueses. Surge assim uma miscigenação que era bastante típica na altura e que vem reforçar a população mestiça daquela época nesta ilha do Índico. No Sri Lanka passa então a haver duas classes de mestiços, os descendentes dos lusitanos e dos singaleses e por outro lado os descendentes das escravas negras e dos seus amos portugueses.
Durante esta época a influência dos Cafrinhas é fundamental para a preservação da língua portuguesa na ilha e nos futuros séculos pela sobrevivência dos crioulos de base portuguesa. Ainda hoje os cafrinhas habitam sobretudo a região de Puttalam e os "Burgers" de sangue luso-singalês as localidades de Trincomalee e Batticaloa. Apesar de todas as vicissitudes da história tais como a invasão dos holandeses a ocupaçao dos ingleses, estes grupos étnicos têm presentemente a perfeita consciência das suas raízes lusitanas e da sua peculariedade linguística da qual se orgulham bastante. Muitos deles continuam a praticar o culto católico-romano trazido pelos primeiros colonos e missionários e sentem que ainda possuem laços com Portugal e com a portugalidade.
Um abraço
Rainer Sousa H.
Os "Cafrinhas" ou os "Kaffirs", como sao chamados pelos ingleses são os descendentes dos escravos negros trazidos de África para o Sri Lanka pelos portugueses. Muitas destas escravas traziam nos seus "ventres" ("fruto de amores ilícitos") criaturas engendradas pelos homens portugueses. Surge assim uma miscigenação que era bastante típica na altura e que vem reforçar a população mestiça daquela época nesta ilha do Índico. No Sri Lanka passa então a haver duas classes de mestiços, os descendentes dos lusitanos e dos singaleses e por outro lado os descendentes das escravas negras e dos seus amos portugueses.
Durante esta época a influência dos Cafrinhas é fundamental para a preservação da língua portuguesa na ilha e nos futuros séculos pela sobrevivência dos crioulos de base portuguesa. Ainda hoje os cafrinhas habitam sobretudo a região de Puttalam e os "Burgers" de sangue luso-singalês as localidades de Trincomalee e Batticaloa. Apesar de todas as vicissitudes da história tais como a invasão dos holandeses a ocupaçao dos ingleses, estes grupos étnicos têm presentemente a perfeita consciência das suas raízes lusitanas e da sua peculariedade linguística da qual se orgulham bastante. Muitos deles continuam a praticar o culto católico-romano trazido pelos primeiros colonos e missionários e sentem que ainda possuem laços com Portugal e com a portugalidade.
Um abraço
Rainer Sousa H.
terça-feira, 6 de março de 2007
segunda-feira, 5 de março de 2007
PERSONALIDADE DA SEMANA: O Padre António Vieira, um Luso-brasileiro Defensor dos Indígenas.

António Vieira ou Antônio Vieira (Lisboa, 6 de fevereiro de 1608 — Bahia, 17 de junho de 1697) foi um religioso português da Companhia de Jesus. Dos mais influentes personagens do século em termos de política, destacou-se como missionário em terras brasileiras. Nesta qualidade, defendeu infatigavelmente os direitos humanos dos povos indígenas combatendo a sua exploração e escravização. Era por eles chamado de "Paiaçu" (Grande Padre/Pai, em tupi-guarani).
António Vieira defendeu também os judeus, a abolição da distinção entre cristãos-novos (judeus convertidos, perseguidos à época pela Inquisição) e cristãos-velhos (os católicos tradicionais), e a abolição da escravatura. Criticou ainda severamente os sacerdotes da sua época e a própria Inquisição.
António Vieira defendeu também os judeus, a abolição da distinção entre cristãos-novos (judeus convertidos, perseguidos à época pela Inquisição) e cristãos-velhos (os católicos tradicionais), e a abolição da escravatura. Criticou ainda severamente os sacerdotes da sua época e a própria Inquisição.
Nascido em lar humilde, na Rua do Cónego, perto da Sé, em Lisboa, o seu pai serviu a Marinha Portuguesa e foi, por dois anos, escrivão da Inquisição, tendo mudado-se para o Brasil em 1609, para assumir cargo de escrivão em Salvador, na capitania da Bahia. Em 1614 mandou vir a família para o Brasil. António Vieira tinha seis anos.
Estudou na única escola da Bahia: o Colégio dos Jesuítas em Salvador. Consta que não era um bom aluno no começo, mas depois tornou-se brilhante. Juntou-se à Companhia de Jesus com voto de noviço em maio de 1623. Obteve o mestrado em Artes e foi professor de Humanidades, ordenando-se sacerdote em 1634.
Em 1624, quando da Invasão Holandesa de Salvador, refugiou-se no interior, onde se iniciou a sua vocação missionária. Um ano depois tomou os votos de castidade, pobreza e obediência, abandonando o noviciado. Não partiu para a vida missionária. Estudou muito além da Teologia: Lógica, Física, Metafísica, Matemática e Economia.
Estudou na única escola da Bahia: o Colégio dos Jesuítas em Salvador. Consta que não era um bom aluno no começo, mas depois tornou-se brilhante. Juntou-se à Companhia de Jesus com voto de noviço em maio de 1623. Obteve o mestrado em Artes e foi professor de Humanidades, ordenando-se sacerdote em 1634.
Em 1624, quando da Invasão Holandesa de Salvador, refugiou-se no interior, onde se iniciou a sua vocação missionária. Um ano depois tomou os votos de castidade, pobreza e obediência, abandonando o noviciado. Não partiu para a vida missionária. Estudou muito além da Teologia: Lógica, Física, Metafísica, Matemática e Economia.
O povo de Portugal não gostava de suas pregações em favor dos judeus. Após tempos conturbados acabou voltando ao Brasil. De 1652 a 1661, foi missionário no Maranhão e no Pará, sempre defendendo a liberdade dos índios. Permaneceu no Brasil alguns anos, tendo voltado para a Europa com a morte de D. João IV, tornando-se confessor da Regente, D. Luísa de Gusmão.
Já muito velho e doente, teve que espalhar circulares sobre a sua saúde para poder manter em dia a sua vasta correspondência. Em 1694 já não conseguia escrever de próprio punho. Em 10 de junho começou a agonia quando perdeu a voz e silenciaram-se os seus discursos. Em 17 de junho de 1697 faleceu na Bahia, em 18 de Julho de 1697, com 89 anos.
Deixou obra complexa que exprime suas opiniões políticas, sendo não propriamente um escritor e sim um orador. Além dos Sermões redigiu o Clavis Prophetarum, livro de profecias que nunca concluiu. Entre os sermões, dois são os mais célebres: o Sermão da Quinta Dominga da Quaresma e o Sermão da Sexagésima.
Vieira também tem uma classificação complexa quanto à nacionalidade: passou mais da metade de sua vida no Brasil, e o próprio povo, quando ele caía em desgraça, chamava-o de "Judas do Brasil"; mas foi importante figura na política interna e externa de Portugal, para não falar na cultura.
Deixou obra complexa que exprime suas opiniões políticas, sendo não propriamente um escritor e sim um orador. Além dos Sermões redigiu o Clavis Prophetarum, livro de profecias que nunca concluiu. Entre os sermões, dois são os mais célebres: o Sermão da Quinta Dominga da Quaresma e o Sermão da Sexagésima.
Vieira também tem uma classificação complexa quanto à nacionalidade: passou mais da metade de sua vida no Brasil, e o próprio povo, quando ele caía em desgraça, chamava-o de "Judas do Brasil"; mas foi importante figura na política interna e externa de Portugal, para não falar na cultura.
Tirado do Wikepaedia
Rainer Sousa
POEMA DA SEMANA: "Pátria" de Sophia de Mello Breyner

Pátria
Por um país de pedra e vento duro
Por um país de luz perfeita e clara
Pelo negro da terra e pelo branco do muro
Pelos rostos de silêncio e de paciência
Que a miséria longamente desenhou
Rente aos ossos com toda a exatidão
Dum longo relatório irrecusável
E pelos rostos iguais ao sol e ao vento
E pela limpidez das tão amadas
Palavras sempre ditas com paixão
Pela cor e pelo peso das palavras
Pelo concreto silêncio limpo das palavras
Donde se erguem as coisas nomeadas
Pela nudez das palavras deslumbradas
— Pedra rio vento casa
Pranto dia canto alento
Espaço raiz e água
Ó minha pátria e meu centro
Eu minha vida daria
E vivo neste tormento
Por um país de pedra e vento duro
Por um país de luz perfeita e clara
Pelo negro da terra e pelo branco do muro
Pelos rostos de silêncio e de paciência
Que a miséria longamente desenhou
Rente aos ossos com toda a exatidão
Dum longo relatório irrecusável
E pelos rostos iguais ao sol e ao vento
E pela limpidez das tão amadas
Palavras sempre ditas com paixão
Pela cor e pelo peso das palavras
Pelo concreto silêncio limpo das palavras
Donde se erguem as coisas nomeadas
Pela nudez das palavras deslumbradas
— Pedra rio vento casa
Pranto dia canto alento
Espaço raiz e água
Ó minha pátria e meu centro
Eu minha vida daria
E vivo neste tormento
Nota do Professor:
Poetisa portuguesa, natural da cidade do Porto, falecida em 2004.
sábado, 3 de março de 2007
AS MATRICULAS ESTAO ABERTAS NO FORTE TIUNA PARA ESTUDAR PORTUGUES
A todo o público interessado que queira estudar a língua portuguesa na Escola Generalíssimo Francisco de Miranda (no Forte Tiuna, Caracas)podem fazê-lo até primeiros dias de abril. Não é necessário ser militar. Deve ligar para o número : 0212 8332253. O primeiro nível começa nos primeiros dias de Abril no horário das 5 pm. O custo por nível (que dura cerca de dois meses e meio) vale 155 mil bolívares.Matricule-se e aprenda uma nova língua!!!
Rainer Sousa
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